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domingo, 20 de janeiro de 2008

UM CASO DE APÓS CURA




UM CASO DE APÓS CURA

É verdade, quero mesmo colaborar!

Contava a minha mãe, de saudosa memória, que nasci com o corpo coberto de um eczema. Dizia ela, de expressão triste, quase chorosa, que lhe doía a alma, ver um bebé no seu berço de mãos "amarradas" pois queria prevenir as lesões mais graves, que as unhas afiadas poderiam fazer, logo que se coçasse. Nem podia ser beijado, não havia na face qualquer pedaço de pele limpa. Gostava ela de acrescentar, eu tinha uns olhos grandes e uma feição meiga que "apetecia acarinhar", beijar! Pois é, ou melhor ERA! Trazia em mim a FORÇA DA VIDA e LUTEI! E lutei ao ponto de um belo dia, ter libertado as mãos e, a minha mãe contava como ía desmaiando ao chegar perto do berço, ERA UM MAR DE SANGUE! Foi uma atrapalhação! Médico, a correr, "ai o meu menino"! Depois, mais tranquila, culpabilizava-se por não ter lá estado naquele preciso momento...como se eu fosse um "menino Jesus" nas palhinhas deitado! Nos tempos que se seguiram, narrava ela com gosto, o eczema começou a sarar e o o seu "menininho resistente" a ficar limpinho da sua pele.Só que... depois...

VIERAM OS PROBLEMAS DO "APÓS CURA"!!!

Sobreveio a ASMA!!! Segundo uma teoria homotoxicológica (vinda de um médico alemão) representava uma VICARIAÇÃO PROGRESSIVA e um mal superficial passava a ser interior, comprometendo a respiração. Aí têm uma nítida situação de após cura. Vim a perceber mais tarde que o agente mediador é o mesmo, a HISTAMINA.Depois, como adulto jovem, fiz uma auto-cura da asma, mas essa é uma outra história!

Obrigado pela vossa atenção.

AH

2 comentários:

Ana Lua disse...

Mas, a auto-cura da asma é tão importante de ser partilhada. Conta-nos como te curaste?
Assim ajudas-nos também a nós .

PedroHispano disse...

. Ana Lua
Muito obrigado pela tua presença e pelo teu interesse. Várias vezes me tem sido feito o mesmo pedido.Até hoje nunca o revelei. Como adulto jovem consegui ultrapassar uma situação tão limitativa que, segundo dizia a minha mãe, fui várias vezes para o Hospital em sofrimento respiratório. Usei os primeiros bronco-dilatadores desde inalações de fumos, "bombas"(como lhe chamava), de uso diário e com crises de dispneia (falta de ar) quase diárias e. sempre seguramente, se não tinha a "bomba" comigo ou se a minha mãe se tivesse esquecido dela. Enfim, sem falar com ninguém e sem a ajuda de ninguém resolvi acabar com as crises. Sofri, depois foi um resto de vida com completa normalidade. Fumei, pratiquei atletismo e vários desportos e, até ao momento presente, sem recidiva. Só que NÂO VOU DIZER como o fiz, pois entendo que é uma patologia que mete respeito e que os pneumologistas controlam extremamente bem e que NINGUÉM deve interromper a terapêutica sem o aval médico, dado o risco que envolve e o facto de cada doente ter niveis diferentes de evolução. Fica a mensagem de que, na realidade, as doenças podem ser controladas e se pode assistir e uma recuperação total e que o doente tem um papel determinante na evolução da sua doença.
Escreve sempre. Beijos
PH